sexta-feira, 9 de outubro de 2009
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Alton Ellis – Be True to Yourself

Conhecido como Godfather of Rocksteady,
e quem quiser conhecer mais, que corra atrás. ;)
Disc 1
01. Something You’ve Got
02. Dance Crasher
03 .Don’t Trouble People
04. The Preacher
05 .Blessings Of Love
06. Shake It
07. Girl I’ve Got A Date
08. How Can I
09. Cry Tough
10. Rocksteady
11. Duke Of Earl
12. All My Tears
13. Ain’t That Loving You
14. Why Birds Follow Spring
15. If I Could Rule The World
16. Oowee Baby
17. My Willow Tree
18. I Can’t Stop Now
19. Why Did You Leave Me
20. I Can’t Stand It
21. My Time Is The Right Time
22. Bye Bye Love
23. Tonight
24. Give Me Your Love
25. Keep On Yearning
26. La La Means I Love You
27. If I Had The Right
28. Breaking Up
29. Diana
30. Remember That Sunday
Disc 2
01. What Does It Take
02. You Made Me So Very Happy
03. Black Man’s World
04. I’ll Be Waiting
05. It’s Your Thing
06. Deliver Us
07. Back To Africa
08. Wide World
09. You Said It Again
10. Working On A Groovy Thing
11. Hey World
12. True Born African
13. If I Don’t Care
14. Harder And Harder
15. Play It Cool
16. Be True
17. I’m Trying
18. Wonderful World
19. Big Bad Boy
20. You Are Mine
21. All That We Need Is Love
22. I Don’t Know Why Truly
23. Alpahbetically Yours
24. I See My Future In You
25. Alton’s Official Daughter
26. Better Get Your Heads Together
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terça-feira, 6 de outubro de 2009
Spy Kids

Tilbury Skins
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Entrevista com Madball

Freddy: Eu penso que essa gente está muito equivocada, parece que não sabem do que falam. Estás a referir-te às bandas de Hardcore? Certo? Em Nova York a cena é muito diversificada, brancos, negros, etc. Há de tudo, gente de todas as raças. Em Nova York não se mistura muito a política com a música, ao contrário de vocês aqui na Europa. Que mais posso dizer? Tantos anos a lutar contra esse género de atitudes, para depois vir aqui e ainda nos chamarem de fascistas. Tem havido chapada em alguns dos nossos concertos por causa de pessoas que nos acusam de white power e nazis...tantas vezes que temos lutado contra essas pessoas e escrevemos canções apelando à unidade entre todos, mas há sempre alguém que continua com as mesmas acusações. Acabaram-se as palavras! Agora partimos para a violência. Se alguém me atira isso à cara, vai ter de levar porrada.

2. O teu irmão, Roger, tem tatuado um skinhead no braço. Que significa essa tatuagem?
Freddy: Freddy: É um skin crucificado, tem muitos anos. Vê-la em memória de um amigo que morreu à uns anos. Ele e Vinnie e muitos outros fizeram essa tatuagem. Foi em memória do seu amigo. Mas o que as pessoas têm de perceber, e ai é que está o problema, é que quando alguém diz skinhead está erradamente a admitir que todos os skinheads são maus, nazis, e que vão desfilar com bandeiras nazis. Nem todos os skinheads são assim. Quando os Agnostic Front e outros grupos do género começaram a tocar, muitos de eles eram skinheads. Mas não eram white power, nazis, nem nada disso. Eram Skinheads do Hardcore. Era uma maneira de se vestirem. O mesmo se passa com a forma como se veste um Straight Edge. Nada mais. Não tinha nada que ver com política, nem com raças, nem nada disso. Sim, nessa altura havia muita gente, de diferentes raças, envolvida na cena, e ainda há.
3. Qual é atua opinião acerca do movimento Red Skin e SHARP?
Freddy: Toda e qualquer pessoa tem o direito de fazer o que quiser, é a sua própria vida. Por vezes isso é bom. Ser Red Skin, SHARP é estar contra o Governo...mas às vezes esses grupos criam os seus mundos à parte, fecham-se e quase só comunicam entre eles, e na minha opinião isso não é bom. Todos temos de estar juntos. Não importa se és Straight Edge, vegetariano, comes carne...as pessoas separam-se muito. Formam grupos isolados. Penso que não deve ser assim. Devemos estar todos unidos. Não importa se comes carne ou não, se consomes drogas ou não...
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Street Punk




Enfim, a grande maioria das bandas ou era de esquerda ou era apolítica. Entre as bandas Oi originais, não havia nenhuma que fosse nazi.
Com os Skrewdriver surge a primeira banda oi! convertida em nazi e assim o chamado white power. Então em 1981 resolve-se organizar um concerto para provar que o oi! não tinha nada de fascista. As bandas eram 4 skins, Last Resort e the Business, mas tudo correu mal e depois de um turco esfaqueado acabou tudo num caos entre skins e a policia. Mais uma vez a imprensa colocou nas primeiras páginas os skins como sendo nazis...algo que se foi tornando habitual. Nos anos 80 nada de muito importante a realçar. Surge a S.H.A.R.P. (skinheads against racial prejudice - skinheads contra o preconceito racial),uma rede mundial de skinheads anti-racistas que foi levado para Inglaterra por Rody Moreno, vocalista da banda oi! The Oppressed. Hoje em dia há sessões da SHARP por todo o mundo. Mais recentemente surgiu também a R.A.S.H.(Red and Anarchist Skinheads - skinheads vermelhos e anarquistas).
Skrewdriver

Pois é, mas novamente desgostoso com a vida, após mais um fracasso, Ian Stuart voltou mais uma vez para sua cidade natal, onde entrou no National Front (partido fascista britânico), e ficou militando por uns tempos até o retorno definitivo do Skrewdriver, já como uma banda que vestia a camisa do N.F. No início de 82, de volta a Londres a banda lança o EP Back With a Bang. Os rumores sobre as ligações perigosas com o National Front aumentam, até que após adicionar no set músicas como "White Power" (Poder Branco) e Smash The I.R.A. (Esmague o I.R.A.), a banda confirma as suspeitas de todos e se torna assumidamente nazi. Parece que os membros originais da banda (alguns dos quais eram esquerdistas militantes) não ficaram muito contentes com a virada...
A partir daí o Skrewdriver se enfiou cada vez mais no gueto clandestino da música neo-nazista (de organizaçõs como White Noise e Rock Against Communism), se afastando do Oi! em todos os sentidos, tanto ideologicamente (a banda era agora um instrumento de propaganda direitista), quanto musicalmente (cada vez mais o hard rock e as baladas vão tomando conta do som). Até sua morte em 1993, Ian Stuart foi uma espécie de novo Hitler para legiões de Skins Nazis (chamados de Boneheads pelos skins anti-nazis) pelo mundo afora, e a banda se torna uma das responsáveis pela proliferação desse bizarro tipo de skinhead. Difícil acreditar que no começo o Skrewdriver fora uma simpática banda punk...
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
[V.A.] Trojan Skinhead Reggae Box Set

quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Rock contra o racismo – Rock Against Racism
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Rude Boys
Muitos sabem que o skinhead tem raízes britânicas e jamaicanas. Este texto visa esclarecer um pouco mais o que eram os Rude Boys jamaicanos e sua relação com os Skinheads.Segundo o próprio Tommy McCook, membro original dos famosos Skatalites, ao contrário do que muitos pensam, os rudys não surgiram na época em que o Ska estava na moda, e sim, na época em que o que estava na moda era o Rocksteady. Tommy diz isso já que a onda de violência na Jamaica começou em 66, alguns meses após a explosão do Rocksteady. Os rudies sempre foram associados com a violência, devido aos crimes e delitos menores cometidos. Basicamente, esse estereótipo era reforçado por serem membros da classe trabalhadora jamaicana, que moravam nas famigeradas Shanty Towns, as favelas jamaicanas, sendo alguns desempregados, subempregados, empregados em trabalhos braçais ou mesmo criminosos.
Nos cortiços de West Kingston, com a depressão econômica dos anos 60, que sucedeu o boom dos anos 50, a situação não parecia melhorar nunca. Apesar de a independência da ilha ter trazido certo otimismo para a população, a falta de grandes mudanças levou a protestos e indignação. Foi neste período que a sub cultura Rude Boy surgiu. A maioria dos Rudies, assim como os Mods e posteriormente, Skinheads, tinham de 14 a 25 anos. Tinham o costume de andar com facas retráteis e armas de fogo. Basicamente, assim como seus futuros amigos e "descendentes", eram jovens sem futuro enfurecidos com toda a situação pela qual passavam. Seu vestuário consistia principalmente em ternos de três botões, suspensórios chapéus, incluindo o famoso Pork Pie, e obviamente, óculos de sol, mesmo à noite, o que daria um tom mais gângster e descolado.
Bob Marley, para muitos, o rei do reggae, quando ainda era um Rude Boy.Quando houve a migração de jamaicanos para a Inglaterra, os Rude Boys que mudaram de país passaram a conviver com os Mods ingleses e a andar juntos. O gosto por violência e música dos Rude Boys influenciou muito os Mods, que já apreciavam tanto música negra em geral quanto brigas, e acabaram por adotar muitos elementos do visual dos Rudies. Enquanto os Rude Boys começaram a sacar facas e armas e inspirar terror nos Sound Systems a céu aberto no começo dos anos 60, mais tarde, aos lados dos Mods, se envolviam em conflitos em estádios, dancehalls e mesmo na ruas, sendo caracterizados como baderneiros, assim como os Skinheads foram pouco tempo depois.
Laurel Aitken, Godfather of Ska, Boss Skinhead, talvez um dos Rude Boys mais famosos da história.Quanto à música, é notável o número de músicas que tratam de Rude Boys, sendo tanto a favor dos rudes, como "Too Hot" de Prince Buster e "Rudies Are The Greatest", dos Pioneers; quanto contra, caso de "A Message To You Rudy", de Dandy Livingstone, que ficou famosa com o cover dos Specials e "Beware of Those Rude Boys", de Henry Buckley.
"The soldiers came back to you without them, the police force are afraid, they can't even touch them"
"Everybody knows I'm a just a Rude Boy walking the street of dreams"
terça-feira, 4 de agosto de 2009
quarta-feira, 29 de julho de 2009
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Suedeheads

Apesar de informações sobre as "variações" existentes dentro da cultura skinhead não serem facilmente encontradas, é interessante lembrar que havia e ainda há, várias preferências musicais, de vestuário, entre outros, como os Smoothies, os Bootboys, os Hardcore Skins e os Suedeheads. Neste texto, vou tratar destes últimos.

Os suedeheads ganharam seu nome por geralmente terem o cabelo um pouco maior que o que era considerado comum para os primeiros skinheads(o nome suedehead significa "cabeça de camurça", numa tradução literal). Além desta característica, os suedeheads geralmente usavam mais sapatos, acompanhados de meias coloridas, e roupas mais formais, até mesmo no dia-a-dia; ao contrário dos primeiros skins, que normalmente preferiam botas e vestiam coletes, suéteres, casacos sete oitavos e ternos mais raramente; geralmente durante à noite, em bailes, dancehalls, grandes eventos, etc. Talvez isto se deve ao fato de muitos suedeheads trabalharem em escritórios e em outros empregos em que o trabalho era menos braçal, apesar de ainda pertencerem à classe trabalhadora britânica. Pode se dizer que os suedeheads tinham seu estilo bem similar ao dos Mods, principalmente ao se analisar esta questão da elegância. Mas é bom lembrar que há muitos aspectos vindos dos Rude Boys, como os grandes casacos, óculos escuros, os chapéus, entre outros elementos.
Elementos estes como o gosto musical, focado ainda no Reggae, Rocksteady, Ska e Soul. Porém, havia alguns Suedeheads que ouviam Glam Rock, como Sweet, Slade, entre outras bandas. Há inclusive um Trojan Box Set feito em homenagem aos Suedes. Seguindo o chamado "Skinhead Revival", ocorrido em 77, houve o "Suedehead Revival", que envolveu menos indivíduos, entre eles, "Hoxton" Tom McCourt, baixista e antigo líder da banda The 4 Skins, conhecido também por seu vasto conhecimento a respeito de Soul, Ska e Reggae e por discotecar em clubes frequentados por Mods e Skinheads.
A banda The 4 Skins, com Tom McCourt, ainda um suedehead, sendo o primeiro à esquerda.Os suedeheads foram retratados em filmes como Bronco Brullfog, e no livro Suedehead, de Richard Allen.
"Prefiro ser um skinhead a ser qualquer outra coisa. É muito mais elegante do que um Hippie ou um Rocker. Parece muito mais limpo, é muito mais limpo, eu acho"



