sexta-feira, 9 de outubro de 2009

IRA! - NINGUEM ENTENDE UM MOD! -- ANOS 80

Ta na boca, quem quiser mastigado que pesquise mais!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Alton Ellis – Be True to Yourself

Conhecido como Godfather of Rocksteady,

e quem quiser conhecer mais, que corra atrás. ;)

Disc 1

01. Something You’ve Got
02. Dance Crasher
03 .Don’t Trouble People
04. The Preacher
05 .Blessings Of Love
06. Shake It
07. Girl I’ve Got A Date
08. How Can I
09. Cry Tough
10. Rocksteady
11. Duke Of Earl
12. All My Tears
13. Ain’t That Loving You
14. Why Birds Follow Spring
15. If I Could Rule The World
16. Oowee Baby
17. My Willow Tree
18. I Can’t Stop Now
19. Why Did You Leave Me
20. I Can’t Stand It
21. My Time Is The Right Time
22. Bye Bye Love
23. Tonight
24. Give Me Your Love
25. Keep On Yearning
26. La La Means I Love You
27. If I Had The Right
28. Breaking Up
29. Diana
30. Remember That Sunday

Disc 2

01. What Does It Take
02. You Made Me So Very Happy
03. Black Man’s World
04. I’ll Be Waiting
05. It’s Your Thing
06. Deliver Us
07. Back To Africa
08. Wide World
09. You Said It Again
10. Working On A Groovy Thing
11. Hey World
12. True Born African
13. If I Don’t Care
14. Harder And Harder
15. Play It Cool
16. Be True
17. I’m Trying
18. Wonderful World
19. Big Bad Boy
20. You Are Mine
21. All That We Need Is Love
22. I Don’t Know Why Truly
23. Alpahbetically Yours
24. I See My Future In You
25. Alton’s Official Daughter
26. Better Get Your Heads Together


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terça-feira, 6 de outubro de 2009

Spy Kids


A Spy kids surgiu no fim dos anos 70 na cidade de Glasgow - Escócia, em uma época onde a cultura skinhead já não era tão falada, e os skinheads tradicionais estavam "largando suas botas" para irem brigar nos estádios.
"A Spy kids surgiu através da bebida" conta McGinn, que fez parte da cena de Glasgow por muitos anos.
Eles mantinham a cultura viva, freqüentavam clubes de reggae e ska, e se davam muito bem com os Mod’s; foram os detentores do termo "espírito de 69" que representa o apogeu da cultura.
"Às vezes, nós pensamos que nós estávamos lutando pelo lado real do skinhead, mas na maioria das vezes nós lutávamos porque estávamos bêbados e isso parecia ser uma boa idéia!“.
Infelizmente, não existem textos falando sobre a Spy Kids, assim como é difícil achar imagens da crew; porem há um capitulo sobre eles no livro de George Marshall, "Skinhead Nation".

Tilbury Skins


Tilbury é uma cidade pequena da Grã-Bretanha, seus maiores "atrativos" são um porto e alguns pubs.
Para os marinheiros que desembarcavam era oferecida a oportunidade de ir aos pubs, gastarem seu dinheiro com um pouco de vinho, mulheres e musica. O Sun, um pub votado o pior da Grã-Bretanha, por sua fama com prostituição e violência, era muito freqüentado pelos marinheiros, até que os Trojan Tilbury Skin o tornaram seu segundo lar entre 1977 á 1984. Fizeram do pub o seu território, e muitos marinheiros que lá iam, achavam mais do que procuravam, e retornavam aos seus navios espancados e roubados.
 Mick White, era um dos skinheads mais antigos de Tilbury, era skinhead desde 1969, e foi acompanhado pelos seus dois irmãos mais novos. "Volte em 1977, Tilbury era uma área bruta e foi lá que os skinheads arrancaram em grande estilo. Eu diria que nós éramos 60 fortes. Pergunte a qualquer skinhead em qualquer lugar ao sul do Watford Gap onde havia a gangue mais temida, e Tilbury seria mencionado em mais de uma ou duas bocas. “
 São conhecidos por tamanha violência praticada pela gangue, pois batiam em marinheiros, estrangeiros, punks, cheiradores de cola, estudantes, gays, multidões de outras cidades - a lista é tão longa quanto a acusação coletiva que acumulou ao longo dos anos. Era uma gangue que não gostava de paquistaneses, porem se diziam anti-racistas. Criaram a Liga Anti-Paquistaneses.
Em uma entrevista ao livro "Skinhead Nation" Mick White, diz: "Não há como sermos nazistas. Meu pai enfrentou nazistas na guerra. Todos nossos pais ajudaram a APL (Anti-Paki League, ou, Liga Anti-Paquistaneses) é específica.Só porque eu odeio Paquistaneses, isso não me torna um nazista!".
 Mas a distinção importante é que eles não têm nada em comum com a maior transferência para o extremismo, que começou na década de oitenta e veio a dar frutos mais tarde nessa década com organizações como a neonazista Blood And Honour.


                                                                                                                           Angela Rippon's Bum, banda formada em 1980 em Tilbury.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

¡Mucha policía, poca diversión!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Entrevista com Madball

Curta entrevista com a banda de NYHC Madball.


1. O que pensas das pessoas que dizem que as bandas de Nova York são fascistas e racistas?

Freddy
: Eu penso que essa gente está muito equivocada, parece que não sabem do que falam. Estás a referir-te às bandas de Hardcore? Certo? Em Nova York a cena é muito diversificada, brancos, negros, etc. Há de tudo, gente de todas as raças. Em Nova York não se mistura muito a política com a música, ao contrário de vocês aqui na Europa. Que mais posso dizer? Tantos anos a lutar contra esse género de atitudes, para depois vir aqui e ainda nos chamarem de fascistas. Tem havido chapada em alguns dos nossos concertos por causa de pessoas que nos acusam de white power e nazis...tantas vezes que temos lutado contra essas pessoas e escrevemos canções apelando à unidade entre todos, mas há sempre alguém que continua com as mesmas acusações. Acabaram-se as palavras! Agora partimos para a violência. Se alguém me atira isso à cara, vai ter de levar porrada.



2
. O teu irmão, Roger, tem tatuado um skinhead no braço. Que significa essa tatuagem?


Freddy
: Freddy: É um skin crucificado, tem muitos anos. Vê-la em memória de um amigo que morreu à uns anos. Ele e Vinnie e muitos outros fizeram essa tatuagem. Foi em memória do seu amigo. Mas o que as pessoas têm de perceber, e ai é que está o problema, é que quando alguém diz skinhead está erradamente a admitir que todos os skinheads são maus, nazis, e que vão desfilar com bandeiras nazis. Nem todos os skinheads são assim. Quando os Agnostic Front e outros grupos do género começaram a tocar, muitos de eles eram skinheads. Mas não eram white power, nazis, nem nada disso. Eram Skinheads do Hardcore. Era uma maneira de se vestirem. O mesmo se passa com a forma como se veste um Straight Edge. Nada mais. Não tinha nada que ver com política, nem com raças, nem nada disso. Sim, nessa altura havia muita gente, de diferentes raças, envolvida na cena, e ainda há.

3. Qual é atua opinião acerca do movimento Red Skin e SHARP?

Freddy: Toda e qualquer pessoa tem o direito de fazer o que quiser, é a sua própria vida. Por vezes isso é bom. Ser Red Skin, SHARP é estar contra o Governo...mas às vezes esses grupos criam os seus mundos à parte, fecham-se e quase só comunicam entre eles, e na minha opinião isso não é bom. Todos temos de estar juntos. Não importa se és Straight Edge, vegetariano, comes carne...as pessoas separam-se muito. Formam grupos isolados. Penso que não deve ser assim. Devemos estar todos unidos. Não importa se comes carne ou não, se consomes drogas ou não...

Fonte: Desconhecida, mas acredito ser de algum site Português.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Divulgação

Em Breve Nas Ruas!!!


Colado bem perto de você ;)


segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Street Punk



Como a formação do próprio nome diz, o street punk é na essência o punk rock das ruas, ou seja, aquele punk rock livre dos modismos que dominaram boa parte das bandas punks no final da década de 70, atraídas pela possibilidade de fama e fortuna, principalmente em mercados com o dos EUA.

Enquanto bandas como Sex Pistols, Generation X e Buzzcocks se popularizavam, viravam a coqueluxe e começavam a se transformar em produtos nas mãos de empresários gananciosos, nascia nos extremos de Londresum novo levante que pretendia fazer com que o som feito pelos punks fosse realmente a "voz das ruas", daí o nome street punk, que era a denominação do punk "raíz", um punk mais arruaceiro, típico dos pubs ingleses.


Bandas tipicamente punks como o UK Subs, Slaughter & The Dogs, Anti Nowhere League, 999, The Crack, Lurkers, Vice Squad e até mesmo (e principalmente) The Exploited, faziam a trilha sonora deste som das ruas, que logo sofreria algumas influências, se consolidando como street punk.

Entre 1978 e 1979, era chegada então a hora e a vez da safra de ouro do street punk, ou seja, a época do nascimento, ou mesmo aparecimento, de bandas como Cockney Rejects, Sham 69, Cock Sparrer, Peter & The Test Tube Babies, Menace, Angelic Upstarts, 4 Skins, The Business, Last Resort, Blitz, Infa Riot, Red Alert, Partisans, entre outras.

O street punk tradicional é apolítico, como deveria ser toda a cena punk. Nem esquerda nem direita. O street punk é um estilo de vida, é algo de muito real pois lida com o dia-a-dia, tem a ver com as ruas, com o trampo, camaradagem, união, estar alerta para o que nos rodeia e odiar política. Mas isso tudo hoje nada tem a ver. Uma pessoa comum pode muito bem curtir street punk somente pelo som e pela energia dos shows, que no caso das bandas de street punk, são sempre muito alucinantes e agitados.

O street punk também foi muito associado aos skinheads e isso resultou numa salada musical e ideológica realmente infernal. Voltando um pouco na história, no final de 77, começo de 78, temos um racha no punk, semelhante ao que houve no mod nos anos 60: parte do movimento segue um direcionamento mais "artístico" (originando o pós-punk, new wave, gótico, etc), e outros pegam mais o lado agressivo, rueiro e suburbano (o "street punk", mais tarde apelidado de "Oi!"). Essa leva de punks mais "crus", têm como guia o Sham 69. Jimmy Pursey, vocal do Sham, era skin no começo dos anos 70, e a banda tinha um grande público skinhead. Desta forma, começa a se multiplicar uma nova geração de skins, influenciados pelo punk e ouvinte de punk rock, com um visual menos bem arrumado do que os skins originais. Os skins "tradicionais" diziam que estes eram apenas "punks carecas", pois não tinham noção alguma sobre as tradições do skinhead.


De um outro lado, nascia na Inglaterra o "skinhead nazista", tão conhecido pelo mundo todo. No entanto, a maioria dos skins continuava sem um direcionamento político definido, longe dos fascistas. Sabe-se que nesta mesma época (1979), havia uma turma de skins em Londres chamada "S.A.N."- "Skinheads Against Nazis", que queria eliminar a influência dos neo-nazistas. Bandas de punk rock com membros skins, como os Angelic Upstarts, eram assumidamente esquerdistas e se opunham ao National Front (Partido Nacionalista Inglês) com veemência!


Mas como é de costume, a mídia sensacionalista começava a chamar todo skinhead de nazista, e o que é pior, todo jovem nazi de "skinhead". Com isso, a extrema direita só conseguiu novos adeptos e os skins "white power" (poder branco) aumentam em tamanho e importância. Mas mesmo assim estavam longe de ser maioria. Em 1980, o punk estava em baixa, tendo sido transformado em new wave e vendido em butiques. Mas nos subterrâneos, muitas bandas de "punk real" estavam na luta. A maioria delas era influenciada pelo Sham 69 e outras bandas street, faltando apenas um nome para uní-las.



Eis que o jornalista Garry Bushell, chama este novo movimento de "Oi!", por causa da música dos Cockney Rejects "Oi! Oi! Oi!". O Oi! tinha como ideal ser uma revitalização do punk agressivo, realista, das ruas, sem a comercialização e a suavização da new wave. Era a música que segundo Bushell, unia "punks, skins e toda a juventude sem futuro". Logo organizaram a primeira coletânea Oi!, com os Cockney Rejects, 4 Skins, Angelic Upstarts, Peter & the test Tube Babies, Exploited e outras bandas, formadas por punks, skins e "normais".


Foram feitas várias outras coletâneas Oi! a partir daí, e muitas bandas apareceram. Então, apesar de no Brasil as pessoas pensarem que Oi é "som de careca", ou que bandas Oi devem ser de direita, isto não passa de preconceito. O Oi! nada mais é do que um estilo de punk rock de volta às raízes, mais ligado à rua, ao realismo social. Nada a ver com à extrema direita. A maior prova disso é a adesão original de bandas como os UK. Subs ao Oi!, e o fato do The Business (uma das maiores bandas Oi), tocar um cover do Crass, banda ícone dos anarcopunks, eternos rivais dos skins fascistas!

Enfim, a grande maioria das
bandas ou era de esquerda ou era apolítica. Entre as bandas Oi originais, não havia nenhuma que fosse nazi.

O que denigriu o street punk? Teria sido a banda Skrewdriver?

Com os Skrewdriver surge a primeira banda oi! convertida em nazi e assim o chamado white power. Então em 1981 resolve-se organizar um concerto para provar que o oi! não tinha nada de fascista. As bandas eram 4 skins, Last Resort e the Business, mas tudo correu mal e depois de um turco esfaqueado acabou tudo num caos entre skins e a policia. Mais uma vez a imprensa colocou nas primeiras páginas os skins como sendo nazis...algo que se foi tornando habitual. Nos anos 80 nada de muito importante a realçar. Surge a S.H.A.R.P. (skinheads against racial prejudice - skinheads contra o preconceito racial),uma rede mundial de skinheads anti-racistas que foi levado para Inglaterra por Rody Moreno, vocalista da banda oi! The Oppressed. Hoje em dia há sessões da SHARP por todo o mundo. Mais recentemente surgiu também a R.A.S.H.(Red and Anarchist Skinheads - skinheads vermelhos e anarquistas).

Skrewdriver

(Skrewdriver em sua época punk)

Calma, não se desesperem! Antes de se tornar o maior instrumento de propaganda nazista depois de Goebbels, o Skrewdriver foi uma excelente banda de punk rock sem nenhuma inclinação política definida. No começo a banda ainda tocava um característico punk rock com influências claras do rock inglês dos anos 60 (Stones, The Who). Letras sobre brigas de rua (street fight) e até uma contra as drogas ("You´re So Dumb"). Nem preciso dizer que a elite punk londrina não foi muito com a cara deles, imagine, uns caipiras do norte falando mal de heroína, onde já se viu... Enfim, muito diferente do Hard Rock de letras nazis que os deixou famosos.


O Skrewdriver (cujo vocalista Ian Stuart Donaldson havia sido skin nas antigas, como Jimmy Pursey) fez o caminho inverso ao Sham 69, e conforme viram os skins ressurgindo e o punk se enchendo de posers, rasparam a cabeça se tornaram a primeira banda 100% skinhead. Adivinhem o que aconteceu? Não conseguiram mais tocar em lugar algum e foram demitidos da gravadora. Frustrados, em 78 fizeram as malas e voltaram para sua cidade natal, Blackpool. Em 79, reagruparam a banda em Manchester e lançaram o EP "Built Up, Knocked Down", e após alguns shows pela cidade, a fama de direitista acabou com a banda novamente em 1980. É bom lembrar que até aí o Skrewdriver não era ligado a nenhuma organização política, e se os membros da banda tinham alguma posição ideológica, ela não aparecia nas letras e não era ligada à banda em si.

Pois é, mas novamente desgostoso com a vida, após mais um fracasso, Ian Stuart voltou mais uma vez para sua cidade natal, onde entrou no National Front (partido fascista britânico), e ficou militando por uns tempos até o retorno definitivo do Skrewdriver, já como uma banda que vestia a camisa do N.F. No início de 82, de volta a Londres a banda lança o EP Back With a Bang. Os rumores sobre as ligações perigosas com o National Front aumentam, até que após adicionar no set músicas como "White Power" (Poder Branco) e Smash The I.R.A. (Esmague o I.R.A.), a banda confirma as suspeitas de todos e se torna assumidamente nazi. Parece que os membros originais da banda (alguns dos quais eram esquerdistas militantes) não ficaram muito contentes com a virada...

A partir daí o Skrewdriver se enfiou cada vez mais no gueto clandestino da música neo-nazista (de organizaçõs como White Noise e Rock Against Communism), se afastando do Oi! em todos os sentidos, tanto ideologicamente (a banda era agora um instrumento de propaganda direitista), quanto musicalmente (cada vez mais o hard rock e as baladas vão tomando conta do som). Até sua morte em 1993, Ian Stuart foi uma espécie de novo Hitler para legiões de Skins Nazis (chamados de Boneheads pelos skins anti-nazis) pelo mundo afora, e a banda se torna uma das responsáveis pela proliferação desse bizarro tipo de skinhead. Difícil acreditar que no começo o Skrewdriver fora uma simpática banda punk...

Trechos retirados de um texto escrito por Marcio Faveri.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

[V.A.] Trojan Skinhead Reggae Box Set

Caros amigos visando maior aproveitamento de nosso blog estaremos a partir de hoje postando alguns álbuns musicais de diversos artistas ligados a cultura skinhead, e para isso estamos em parceria com o site Back in 77, site dedicado a compartilhar músicas dando maior atenção para o ska, punk e hardcore.
E como primeiro post vamos lançar um V.A. com o melhor do Skinhead Reggae.

CD 1

The Charmers – Skinhead Train
The Creations – Mix Up Girl
Sir Harry – Hee Cup
King Cannon (Karl Bryan) – Overproof (Aka Little Darlin’)
Derrick Morgan – Copy Cat
Andy Capp – The Law
The Soul Rhythms – Soul Call
The Harmonians – Music Street
The Fabion – V Rocket
Tony Scott – What Am I To Do
The Versatiles – Spread Your Bed
The Dynamites – John Public (Tom Hark)
Cool Sticky – Casa Boo Boo
The Tennors – Smile (My Baby)
Roland Alphonso – Zapatoo The Tiger
The Viceroys – Work It
The Wanderers – Wiggle Waggle


CD 2

The Creations – Qua Kue Shut
Vincent Foster – Shine Eye Gal
Harry & Radcliffe – History
Sir Lord Comic – Wha’pen
Tommy McCook & Stranger Cole – Last Flight To Reggae City
Vin Gordon & The Dynamics – The Burner
The Dynamites – Tribute To Drumbago (Aka Last Call)
Ansel Collins – Bigger Boss
The Beckford’s Group – The Horse
The Upsetters – A Taste Of Killings
Boris Gardiner & The Love People – Don Juan
Lloyd Charmers – Dollars And Bonds
The G.G. All Stars – 2,000 Tons Of T.N.T.
Rupie Martin’s All Stars – Death In The Arena
Willie Francis – Motherless Children
Sweet Confusion – Elizabethan Serenade
The Royals – Pick Out Me Eye


CD 3

Claudette & Corporation – Skinheads A Bash Them
Dandy – Trouble In The Town
Desmond Riley – Skindhead A Message To You
The Pioneers – Reggae Fever
Des All Stars – Night Food Reggae
Rico & The Rudies – Brixton Cat
Hot Rod All Stars – Skinhead Speaks His Mind
Tony Tribe – Red Red Wine
King Horror – Loch Ness Monster
Hot Rod All Stars – Skinheads Don’t Fear
Prophets – Concord
Winston Groovy – Funky Chicken
Symarip – Skinhead Moonstomp
Dice The Boss – Funky Duck
Joe The Boss – Skinhead Revolt
Claudette – Queen Of The World


quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Rock contra o racismo – Rock Against Racism


Rock Against Racism (RAR) foi criado em 1976 por Red Saunders (fotógrafo britânico), Huddle Roger e outros. Foi uma resposta a declarações racistas supostamente feitas por David Bowie e Eric Clapton em Londres.
Durante um show, Eric Clapton fez um “discurso” em apoio ao conservador Enoch Powell, dizendo para que os britânicos votassem em Powell, com a finalidade de evitar que a Grã-Bretanha se tornasse uma colônia negra. Em seguida ele gritou varias vezes o slogan do National Front, “Keep Britain White!”.
Nada mal para quem teve seu primeiro sucesso fazendo um cover de uma musica de Bob Marley.
Já David Bowie disse em entrevistas a NME (New Musical Express – Revista de música londrina) e á uma revista sueca, que a Grã-Bretanha estaria preparada para um líder fascista, e que o fascismo é o nacionalismo; também disse gostaria que uma frente de direita viesse para varrer as sujeiras dos pés britânicos, em outras palavras, ele se referiu a negros, e imigrantes.
Em 1978 a RAR organizou dois grandes festivais com auxilio da Liga Anti-Nazi (criada por trabalhadores em 1977); 80 mil pessoas andaram nove quilômetros para o show ao ar livre que contou com as bandas: Steel Pulse, The Clash, X-Ray Spex, The Ruts, Buzzcocks, Generation X e Sham 69.
No Carnaval do Norte, em Manchester, 25 mil pessoas participaram para ver as bandas Buzzcocks, Graham Parker, e Misty in Roots. Em 1979 houve um show em Londres com The Vapors, Crisis e Beggar.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Klownheads and The Klown Klux Klan

Dei muitas risadas...hahahahaha

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Rude Boys

Muitos sabem que o skinhead tem raízes britânicas e jamaicanas. Este texto visa esclarecer um pouco mais o que eram os Rude Boys jamaicanos e sua relação com os Skinheads.

Segundo o próprio Tommy McCook, membro original dos famosos Skatalites, ao contrário do que muitos pensam, os rudys não surgiram na época em que o Ska estava na moda, e sim, na época em que o que estava na moda era o Rocksteady. Tommy diz isso já que a onda de violência na Jamaica começou em 66, alguns meses após a explosão do Rocksteady. Os rudies sempre foram associados com a violência, devido aos crimes e delitos menores cometidos. Basicamente, esse estereótipo era reforçado por serem membros da classe trabalhadora jamaicana, que moravam nas famigeradas Shanty Towns, as favelas jamaicanas, sendo alguns desempregados, subempregados, empregados em trabalhos braçais ou mesmo criminosos.

Nos cortiços de West Kingston, com a depressão econômica dos anos 60, que sucedeu o boom dos anos 50, a situação não parecia melhorar nunca. Apesar de a independência da ilha ter trazido certo otimismo para a população, a falta de grandes mudanças levou a protestos e indignação. Foi neste período que a sub cultura Rude Boy surgiu. A maioria dos Rudies, assim como os Mods e posteriormente, Skinheads, tinham de 14 a 25 anos. Tinham o costume de andar com facas retráteis e armas de fogo. Basicamente, assim como seus futuros amigos e "descendentes", eram jovens sem futuro enfurecidos com toda a situação pela qual passavam. Seu vestuário consistia principalmente em ternos de três botões, suspensórios chapéus, incluindo o famoso Pork Pie, e obviamente, óculos de sol, mesmo à noite, o que daria um tom mais gângster e descolado.

Bob Marley, para muitos, o rei do reggae, quando ainda era um Rude Boy.

Quando houve a migração de jamaicanos para a Inglaterra, os Rude Boys que mudaram de país passaram a conviver com os Mods ingleses e a andar juntos. O gosto por violência e música dos Rude Boys influenciou muito os Mods, que já apreciavam tanto música negra em geral quanto brigas, e acabaram por adotar muitos elementos do visual dos Rudies. Enquanto os Rude Boys começaram a sacar facas e armas e inspirar terror nos Sound Systems a céu aberto no começo dos anos 60, mais tarde, aos lados dos Mods, se envolviam em conflitos em estádios, dancehalls e mesmo na ruas, sendo caracterizados como baderneiros, assim como os Skinheads foram pouco tempo depois.

Laurel Aitken, Godfather of Ska, Boss Skinhead, talvez um dos Rude Boys mais famosos da história.

Quanto à música, é notável o número de músicas que tratam de Rude Boys, sendo tanto a favor dos rudes, como "Too Hot" de Prince Buster e "Rudies Are The Greatest", dos Pioneers; quanto contra, caso de "A Message To You Rudy", de Dandy Livingstone, que ficou famosa com o cover dos Specials e "Beware of Those Rude Boys", de Henry Buckley.


"The soldiers came back to you without them, the police force are afraid, they can't even touch them"


"Everybody knows I'm a just a Rude Boy walking the street of dreams"

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Racismo e Xenofobia

Um curte video português sobre o racismo.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Somos Contra o Futebol Moderno

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Suedeheads



Apesar de informações sobre as "variações" existentes dentro da cultura skinhead não serem facilmente encontradas, é interessante lembrar que havia e ainda há, várias preferências musicais, de vestuário, entre outros, como os Smoothies, os Bootboys, os Hardcore Skins e os Suedeheads. Neste texto, vou tratar destes últimos.



Os suedeheads ganharam seu nome por geralmente terem o cabelo um pouco maior que o que era considerado comum para os primeiros skinheads(o nome suedehead significa "cabeça de camurça", numa tradução literal). Além desta característica, os suedeheads geralmente usavam mais sapatos, acompanhados de meias coloridas, e roupas mais formais, até mesmo no dia-a-dia; ao contrário dos primeiros skins, que normalmente preferiam botas e vestiam coletes, suéteres, casacos sete oitavos e ternos mais raramente; geralmente durante à noite, em bailes, dancehalls, grandes eventos, etc. Talvez isto se deve ao fato de muitos suedeheads trabalharem em escritórios e em outros empregos em que o trabalho era menos braçal, apesar de ainda pertencerem à classe trabalhadora britânica. Pode se dizer que os suedeheads tinham seu estilo bem similar ao dos Mods, principalmente ao se analisar esta questão da elegância. Mas é bom lembrar que há muitos aspectos vindos dos Rude Boys, como os grandes casacos, óculos escuros, os chapéus, entre outros elementos.

Elementos estes como o gosto musical, focado ainda no Reggae, Rocksteady, Ska e Soul. Porém, havia alguns Suedeheads que ouviam Glam Rock, como Sweet, Slade, entre outras bandas. Há inclusive um Trojan Box Set feito em homenagem aos Suedes. Seguindo o chamado "Skinhead Revival", ocorrido em 77, houve o "Suedehead Revival", que envolveu menos indivíduos, entre eles, "Hoxton" Tom McCourt, baixista e antigo líder da banda The 4 Skins, conhecido também por seu vasto conhecimento a respeito de Soul, Ska e Reggae e por discotecar em clubes frequentados por Mods e Skinheads.

A banda The 4 Skins, com Tom McCourt, ainda um suedehead, sendo o primeiro à esquerda.

Os suedeheads foram retratados em filmes como Bronco Brullfog, e no livro Suedehead, de Richard Allen.


"Prefiro ser um skinhead a ser qualquer outra coisa. É muito mais elegante do que um Hippie ou um Rocker. Parece muito mais limpo, é muito mais limpo, eu acho"